Skip to content

PORTAL DF NOTÍCIAS

Primary Menu
  • Home
  • DIREITOS HUMANOS
  • EDUCAÇÃO
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • SAÚDE
  • GERAL
  • Home
  • 2026
  • maio
  • 27
  • Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica

Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica

thiago 27 de maio de 2026

Representantes de territórios ancestrais lançaram nesta quarta-feira (27), em São Paulo, a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica.O lançamento ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de SãoPaulo (USP), no Dia Nacional da Mata Atlântica.

Formada por povos indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, marisqueiras, povos de terreiro e pescadores artesanais de várias partes do país, a aliança foi organizada para representar e defender a Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país. A coalizão também luta pela garantia dos direitos territoriais desses povos e comunidades.

“Somos povos e comunidades tradicionais, guardiãs e guardiões de saberes ancestrais que nos permitem cuidar de nossa mãe natureza, suas florestas, rios, lagoas e mares”, diz o manifesto de lançamento da aliança.

Em entrevista à Agência Brasil, a coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa e habitante da Aldeia Rio Bonito, no Sertão de Itamambuca, em Ubatuba (SP), Ivanildes Kerexu, disse que a aliança é um projeto de união dos povos e que busca também reforçar a luta por esse território.

“Precisamos fazer essa Aliança da Mata Atlântica para que a gente possa ter o direito de políticas públicas e, claro, também para a preservação ambiental”, disse a coordenadora.

“O que manteve até hoje a Mata Atlântica sempre foram as comunidades tradicionais que nela vivem e que estão ali resistindo”, reforçou.

Para os povos indígenas, contou Ivanildes, a Mata Atlântica tem um significado muito especial, por incorporar “uma espiritualidade muito forte”. “Nossa crença do povo Guaranisempre foi que essa é uma região que para gente seria uma terra sem mal. Essa é a visão que o nosso povo sempre teve.”


São Paulo (SP), 27/05/2026 - Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender a Mata Atlântica.
Foto: Vinícius Carvalho/OTSS-Fiocruz

Lançamento da Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica- Vinícius Carvalho/OTSS-Fiocruz

Presente ao ato de lançamento, a deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP),ex-ministra dos Povos Indígenas, ressaltou a importância do movimento como espaço de diálogo, de denúncias e de construção.

“Para nós é óbvio: o que para nós é o dia a dia de enfrentamento que a gente faznem sempre é compreendido pelas estruturas legais. Por isso se fazemnecessáriasessas vozes todos os dias para que essa mensagem chegue em todos os lugares. E não só chegue, mas que seja compreendida”, disse durante o evento.

Segundo Guajajara, além das consequências da exploração, da mineração e do desmatamento, o Brasil enfrenta agora uma ameaça internacional relacionada à exploração deterras raras e minerais críticos.

“Se as terras raras forem exploradas da mesma forma, sem considerar direitos, sem considerar salvaguardas, sem considerar consulta livre, prévia e informada, as consequências não serão diferentes do que é a exploração do petróleo para nossos povos”, disse ela.

Por isso, destacou a ex-ministra, a criação dessa articulação nasce em momento bastante oportuno. “A gente enfrenta estruturas muito poderosas, como a econômica e a política, que não querem de forma alguma compreender o que a gente faz enquanto contribuição para a vida no planeta. Então, esse fórum de comunidades dos povos tradicionais em defesa da Mata Atlântica se fortalece num momento muito necessário, que é esse momento em que mais da metade da Mata Atlântica já se perdeu.”

Rede de proteção

A Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica nasceu como uma grande rede de proteção desse bioma, considerado o berço comum da história e da biodiversidade brasileira.

Primeiro bioma a sofrer os impactos da colonização, atualmente a Mata Atlântica é ameaçada pelos grandes empreendimentos e pela especulação imobiliária. Outros fatores que também têm contribuído para a sua destruição, dizem os integrantes da aliança, é o turismo exploratório –principalmente com a construção de novos resorts, além do uso de agrotóxicos e da exploração do petróleo e de combustíveis fósseis.


Cachoeiras de Macacu (RJ) 26/11/2024 – Vista da Prainha do Rio Guapiaçu, com área de Mata Atlântica restaurada pelo Projeto Guapiaçu através de reflorestamento e monitoramento de espécies, ao redor. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Cachoeiras de Macacu (RJ) -Vista da Prainha do Rio Guapiaçu, com área de Mata Atlântica ao redor – Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Dados sobre a Mata Atlântica revelam que restam hoje apenas cerca de 12,4% de sua vegetação original, que originalmente cobria 15% do território brasileiro em 17 estados.

Apesar disso, a floresta ainda abriga mais de 20 mil espécies de plantas e mais de 2 mil espécies de animais vertebrados, sendo que muitas delas não existem em nenhum outro lugar do mundo.

Além disso, o bioma é vital para a economia e a vida humana, sendo responsável pelo abastecimento de água de mais de 145 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 70% da população do país.

“O tema da Mata Atlântica é recorrente em todo país. Praticamente entre todas as comunidades tradicionais do país passa-se pela necessidade de um cuidado maior com a Mata Atlântica. É por conta da Mata Atlântica que nós temos o nosso de comer e o nosso modo de viver”, disse José Wellington Fontes Nascimento, mais conhecido como Wellington Quilombola. Ele é coordenador do Movimento Quilombola de Sergipe, além de pesquisador e agora coordenador executivo da aliança.

“A Mata Atlântica vem sendo atacada. Em cada estado a gente encontra situações bem parecidas. Por exemplo, na nossa comunidade Quilombo Porto d’Areia já se tornou comum encontrarmos nas ruas animais como cobra, paca, tatu e outrosque estão tendo seu habitat destruído. Por conta disso, eles procuram abrigo nas residências”, relatou.

“Então, nossa intenção é que a gente possa, com essa aliança, chamar atenção não só do governo nas três esferas, mas dos movimentos sociais e do próprio povo para necessidade da preservação da nossa mata e do nosso bioma, que é o nosso modo de ser e de viver.”

Segundo o líder quilombola, o movimento pretende não só dar visibilidade para o papel que essas comunidades desempenham no manejo sustentável e na conservação ambiental, mas também propor mudanças políticas para evitar a exploração predatória desse bioma.

“A política que nós precisamos é a política da boa vivência entre as comunidades tradicionais e os povos que também precisam dela. E não será com tanta exploração e com tanta destruição que a gente vai conseguir vencer. Então a gente precisa mudar essa política”, disse ele à Agência Brasil. “A gente quer chamar atenção [para esse problema] e queremos sentar àmesa para conversar [com as autoridades] para tentar mudar essa situação”, reforçou.

About The Author

thiago

See author's posts

Post navigation

Previous: Neymar não treina em apresentação e preocupa a duas semanas da Copa
Next: TCU cobra ajustes em plano de recuperação dos Correios

Posts recentes

  • Defeitos em calçadas fazem 42% dos idosos terem medo de cair
  • União e GDF fecham acordo para viabilizar empréstimo ao BRB
  • Saiba como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala 6×1
  • Demanda por trabalhadores mantém mercado resiliente, avalia IBGE
  • Governo avalia aumento de contratação pelo MEI com o fim da 6×1

Comentários

Nenhum comentário para mostrar.

Arquivos

  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025

Categorias

  • Direitos Humanos
  • DIREITOS HUMANOS
  • ECONOMIA
  • EDUCAÇÃO
  • ESPORTES
  • GERAL
  • INTERNACIONAL
  • JUSTIÇA
  • Política
  • SAÚDE
  • Sem categoria
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Copyright © All rights reserved. | MoreNews by AF themes.