A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil)e o ex-deputado estadual Thiego Santos, conhecido como TH Joias,pelo crime de obstrução de investigação.

Também foram denunciados o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2), além de duas pessoas ligadas a TH Joias.
De acordo com a acusação, eles teriam vazado informações sigilosas sobre uma investigação de tráfico de armas e drogas para a organização criminosa Comando Vermelho (CV).
O desembargador e TH Joias já estão presos preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que tramita na Corte.Atualmente, TH Joias está preso na Penitenciária Federal de Brasília.
Bacellar chegou a ser preso em dezembro do ano passado, mas uma votação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) determinou sua soltura. O deputado era presidente da Alerj e foi afastado do cargo, mas segue licenciado do mandato parlamentar e usa tornozeleira eletrônica.
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Investigação
A denúncia da PGR foi baseada na investigação realizada pela Polícia Federal (PF).Os investigadores apuraram que o deputado Rodrigo Bacelar foi informado antecipadamente sobre a operação na qual TH Joias foi preso. Com acesso privilegiado à informação, TH conseguiu esconder provas que poderiam ser apreendidas.
No decorrer da investigação, a PF encontrou indícios de que a fonte do vazamento tenha sido o desembargador Macário Ramos.
A defesa do deputado Rodrigo Bacellar disse ter recebido com surpresa a denúncia e afirma que a PGR se baseou em “ilações e narrativas repetidamente refutadas”.
“A acusação se traduz numa infrutífera tentativa de esconder arbitrariedades da Polícia Federal, já que nadafoi apurado que pudesse relacioná-lo aos fatos”, diz o texto, que argumenta que “medidas cautelares contra os verdadeiros responsáveis pelos vazamentos evidenciam a plena inocência e afastam o deputado Rodrigo Bacellar de qualquer conduta ilícita”.
A Agência Brasil busca contato com as defesas dos outros acusados.
*Matéria atualizada às 17h57 para acréscimo da defesa de Rodrigo Bacellar.