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Jardim do Museu da República, no Rio, terá prédio do Museu do Folclore

thiago 14 de março de 2026

Os jardins do Museu da República, na zona sul do Rio de Janeiro, vão receber uma nova unidade do Museu do Folclore Edison Carneiro. Nesta sexta-feira (13), um acordo foi assinado entre os órgãos que administram as duas entidades para a instalação de um novo prédio, que permitirá a expansão do museu dedicado à cultura popular e a artesãos de todo o país.

O anúncio do acordo entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que administra o Museu do Folclore, e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), responsável pelo Museu da República, ocorreu paralelamente à inauguração do mural em homenagem ao folclorista Edison Carneiro, no Catete, zona sul.

A nova unidade, dedicada a abrigar obras da cultura popular, registros de saberes e de modos de fazer, deve ser erguida em uma pequena área do jardim do Museu da Repúblicaadjacente ao Museu do Folclore.

O novo prédio pretende integrar unidades do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), guardar e exibir reserva técnica, ampliar a área dedicada à pesquisa e oferecerum programa educativo, com espaço para auditório e recepções.

De acordo com o presidente do Iphan, Leandro Grass, devem ser investidos entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões na iniciativa, incluindo a reforma da sede e de unidades do CNFCP, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é de que a conclusão da licitação seja ainda este ano.

“Vamos expandir tanto o museuquanto a reserva técnica, colocar à disposição da população edos pesquisadores, e dar amplitude ao que já é oferecido hoje”, prometeu Grass.

O acordo, segundo o presidente do Iphan, é o sinal verde para a contratação do projeto executivo, queserá conduzido pelo instituto.


Rio de Janeiro (RJ), 24/08/2023 – Jardins do Museu da República, no Catete, faz parte do roteiro de caminhada do grupo Rolé Carioca, que tem circuito escolhido com o objetivo de escavar as memórias desse território em reconhecimento ao Agosto Indígena. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Jardins do Museu da República, no CateteFoto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Acervo popular

O diretor do CNFCP, Rafael Barros, disse que o novo espaço é uma demanda de 20 anos. “A nossa reserva [técnica], hoje, possui mais de 20 mil objetos. É a maior reserva de cultura popular e, infelizmente, não tem as condições técnicas adequadas para guarda e conservação”, explicou.

Com a obra, Barros espera triplicar a área de reserva eampliar visitas e pesquisas ao material.

“Nossa ideia é que tenha paredes de vidro, para que o público, os moradores, os turistas, todas as pessoas que circulam pelo Museu da República, possam também conhecer e visualizar esse acervo”, adiantouno evento.


Rio de Janeiro (RJ), 12/03/2026 - Mostra Fabulações transviadas de Caru Brandi, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - CNFCP/Iphan. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Mostra Fabulações transviadas de Caru Brandi, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP/Iphan. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para Barros, o diferencial do Museu do Folclore é conectar o público às suas origens e, por isso, há essa demanda antiga por ampliação. A atual unidade do museu funciona na antiga Casa da Guarda do Museu da República.

“A cultura popular é o fundamento da nossa identidade, é aquilo que nos constitui na singularidade e na diversidade e que conforma esse imenso país continental”, destacou.

A presidenta do Ibram, Fernanda Castro, também destacou a iniciativa como um passo para valorizar um patrimônio brasileiroque deve estar à disposição do público.

“O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular ter um espaço para reserva técnica significa preservar a memória de manifestações culturais que vêm do povo, e o que vem do povo deve orientar as políticas públicas”, afirmou.

O CNFCP, que abriga o Museu do Folclore Edison Carneiro, foi fundado no final da década de 1950 e hoje está vinculado ao Iphan.

A unidade conta com 17 mil objetos e 200 mil documentos bibliográficos e audiovisuais. Há exposições, área de pesquisa e uma loja. O centrofunciona todos os dias, exceto às segundas-feiras, das 11h às 17h, na Rua do Catete, 179.

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